MINHA EXPERIÊNCIA PESSOAL COM A OBESIDADE.

Escritor Paul F. Milcent

Frequentemente vejo pessoas com um excesso muito grande de peso e como eu mesmo j?fui muito gordo, bem sei o sofrimento que isto causa. Resolvi então, reescrever um texto que fiz sobre o assunto, numa versão um pouco mais completa, com a intenção de ajudar a suprimir estas dores, atualmente totalmente desnecessárias.
Minha Experiência com a Obesidade.
Os nossos corpos de hoje são o resultado das leis evolutivas. Para um ateu tais leis funcionam automaticamente. Para um religioso, funcionam porque Deus assim as fez e assim o quer.
Gordura tecnicamente ?energia facilmente utilizável para grande parte dos seres vivos, inclusive o homem. Através do processo evolucionário que o homem esteve sujeito e que j?se estende, hoje sabemos, por mais de um milhão de anos, somos criaturas, em geral, com enorme tendência de facilmente acumular energia. Quanto maior a energia acumulada, mais fácil sobreviver em períodos de escassez de alimentos. Também o processo de evolução nos fez gostar de comer e gostar de comer comidas engordantes. Imagine s?se não fosse assim. Muitos pais trazendo no seu inconsciente a mortandade infantil ocasionada pela fome, tendem a valorizar a sobrealimentação dos filhos.

Quando engordamos, duas coisas importantes acontecem. As células adiposas, aquelas especializadas em acumular gordura se multiplicam. Uma vez multiplicadas tendem a não diminuir mais de número. São como boquinhas escancaradas dizendo: por favor, me alimentem. Além disto, o estômago se dilata. Isto ? as paredes do estômago crescem. Revestem tais paredes um tipo de célula produtora do hormônio que nos d?fome, a grelina. Estas paredes e estas células depois que crescem e se multiplicam, também tendem a permanecer. Estes fatos fazem com que uma pessoa gorda não seja gulosa e sim insaciavelmente faminta.

A história de todo o gordo então ?bem comum. Primeiro se esforça para emagrecer por algum tempo e tem sucesso. Mas a fome permanece e a tendência para engordar também. Se pudéssemos viver sem comer talvez fosse mais fácil. Porém, todo dia temos que nos alimentar, e a tendência natural ?suprir a demanda que nossos corpos fazem. Deste modo cedo ou tarde voltamos ao nosso equilíbrio biológico atual. Engordamos tudo de novo e em geral mais um pouco. A própria ansiedade gerada por nos submetermos a uma restrição alimentar ?um fator a mais para que busquemos prazer na comida.

Apesar da propaganda, raríssimos são os gordos que permanecem magros após emagrecem naturalmente.

Quando era jovem, at?que não era muito gordo, mas mesmo assim era difícil formar par amoroso. Em geral o que aproxima casais num primeiro momento ?a aparência física e o padrão estético não favorece obesos.

Minha Experiência com a Obesidade.
Após algumas décadas a estética física deixou de me incomodar ou abalar minha auto-estima. No entanto devido a sucessão de regimes alimentares e voltar a engordar (o chamado efeito i?i?, meu corpo sofreu algumas alterações indesejáveis. Como o corpo ficou grande, o coração teve que dar um jeito para compensar o esforço adicional e cresceu um pouco. Além disto, começou a ficar difícil subir um s?lance de escadas. Antes disto o ligamento do joelho direito não aguentou mais o peso e se rompeu. O pâncreas de outras pessoas não aguenta e elas se tornam diabéticas. Excesso de peso ?muito ruim para a saúde, a longo prazo. Ao longo dos anos, passei do peso normal at?chegar aos 164,5 kg. Perdi a conta de quantos tipos de regime alimentar fiz e todos funcionaram muito bem, exceto porque não são duráveis.

A cada instante coisas fantasticamente boas acontecem neste planeta. Pessoas trazem para ele coisas que gradualmente vão transformando esta Terra num paraíso para todos; um pálido reflexo dos mundos celestes mais permanentes. Deus ?bom. Coisas boas acontecem por meio dele. Os avanços da medicina que tornam a vida melhor e mais longa estão entre tais dádivas celestes, independentemente do fato dos médicos serem ateus ou religiosos.

Numa consulta com um psiquiatra ele me sugeriu uma cirurgia bariátrica. Graças a Deus levei a sério a sugestão - poderia a ter ignorado - e consultei um bom médico de Curitiba especializado no tema, que também atende na Santa Casa de Misericórdia aqui de Curitiba. Gostei do que ele me informou. Ele selecionou com critério, o tipo de cirurgia que seria a mais adequada para mim.
Existem vários tipos de cirurgia, das mais extensas às mais simples. No meu caso foi indicada a mais simples de todas, que era a de apenas reduzir o tamanho do estômago, e deste modo retirar o excesso de células produtoras do hormônio da fome.

Antes da cirurgia se recomenda um curto regime alimentar. Na minha visão de leigo, o objetivo não ?tanto o de emagrecer, pois após a cirurgia se emagrece muito e rápido, mas sim o de começar a formar o hábito de comer menos comida de uma s?vez.
Após a cirurgia não se sente mais fome e o próprio desejo de comer, pelo que descobri, na verdade ?fome ocasionada pelo tal hormônio grelina. Mas o hábito de comer muito existe e da?penso, o motivo do regime inicial. Minha Experiência com a Obesidade.


Também antes da cirurgia eu fiz uma bateria de exames e consultas com médicos de várias especialidades. Um deles, quando foi informado do motivo da visita perguntou: 'Por que não fez a cirurgia antes?' E ?mesmo. Se tivesse feito a cirurgia algumas décadas antes, teria poupado a mim muito sofrimento desnecessário. Pelo que sei os planos de saúde costumam liberar esta cirurgia com muita facilidade hoje em dia.

Na manh?marcada para a cirurgia, cheguei no hospital cedo, umas duas horas antes. Uns 3 ou 4 dias depois j?estava em casa. A cirurgia ?feita por vídeo - a tal laparoscopia - toda a cirurgia ?feita através de câmera de vídeo e uns três furinhos.

Logo após a cirurgia, se come bem menos do que se ir?comer depois. Mas d?pra dizer que praticamente nunca mais se ter?fome, pelo menos não mais aquela de se comer um boi inteiro pelas pernas.
Voltei ao médico umas duas ou três vezes para acompanhamento. Emagreci ao longo dos meses de 164,5 kg at?uns 89 kg. Depois me descuidei um pouco e agora, muitos anos depois da cirurgia, estou com uns 105 kg. Mas para quem tem 1,83 m de altura e j?pesou mais de 160 kg na minha opinião est?muito bom. Ainda estava relativamente novo e a minha genética ajudou. A pele ao longo do tempo se ajustou e não foi necessária nenhuma cirurgia plástica posterior. Me parece que quanto mais jovem se faz a cirurgia, além de se ganhar em qualidade de vida, mais fácil a pele se ajustar.

Em suma amigo(a), para mim a cirurgia bariátrica foi muito boa.
Fazer uma cirurgia perturba a rotina. No entanto a obesidade ?uma entrave para a vida feliz que se manifesta ano após ano. Além daquele sentimento de culpa infundado e da sucessão de regimes alimentares inúteis; a dificuldade de inter-relacionamento, o abalo da auto estima e os problemas de saúde ocasionados pela gordura, podem ser facilmente suprimidos, caso voc?deseje agir com efetividade para a sua felicidade.

Em 28 de março de 2017.

Paul Fernand Milcent
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Paul Fernand Milcent ?Artista Plástico com mais de 100 obras executadas; Professor Universitário de Ética e Engenharia, tendo auxiliado na formação profissional e pessoal de mais de 2.500 jovens; Escritor de inúmeros textos e de 3 livros; Engenheiro Químico e Mestre; Músico e Compositor.











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